Entender a dinâmica da saúde mental nas redes sociais

Durante o período de isolamento social, que vivemos desde março deste ano, tudo parece se resumir ao virtual. Todo o estudo, trabalho e interação social passaram a ser feitos por meio das telas do computador e do celular. O lazer se reinventou, o descanso foi adaptado e a necessidade de convívio amplificada. Nesse contexto, as redes sociais encontraram terreno fértil para testar novos mecanismos e ocupar maior tempo dos usuários.

Nos últimos 9 meses passamos por inúmeras mudanças na forma como vemos a nós mesmos e ao outro, e na maneira como interagimos. Além disso, as plataformas de mídias sociais deram aquele empurrão para que determinados padrões se difundissem, as plataformas se tornassem um poderoso ambiente de venda online e para que todos convergissem a uma tendência. Nesse meio tempo, o Tik Tok entrou em ascensão, o Instagram criou o reels e os filtros para story se tornaram uma nova face de cada um de nós.

Todas essas novidades tiveram, em um primeiro momento, importante papel para que as pessoas pudessem se “desconectar” do caos informativo e das angústias que a quarentena trazia consigo, bem como ressignificar as relações e o trabalho. Entretanto, pouco a pouco, se transformaram em mais motivos para evitar as redes sociais. Fosse pelo cansaço de ver sempre ‘mais do mesmo’, fosse pelos padrões estéticos irreais, impostos pelos filtros, mas também por influencers e marcas, e que danificam a autoestima, fosse pela frustração em perceber que talvez já não restem muitos indivíduos adeptos à quarentena, ambientes como Instagram, Facebook e Twitter se tornaram, em certa medida, nocivos para muitas pessoas.

O grande fluxo de informações, a percepção de uma realidade através das telas, as vivências recortadas e o cansaço mental contribuem para que quadros de ansiedade se intensifiquem, a autoimagem seja prejudicada e diversas questões de ordem psicológica se desenvolvam. Além disso, o uso em excesso das mídias sociais prejudica a qualidade do sono e amplifica a sensação de imediatismo e impotência.



Não, não estamos aqui dizendo que as redes sociais são vilãs - inclusive gostamos muito delas. As plataformas online são importante meio para se manter informado sobre o que acontece no mundo, interagir com amigos e familiares, divulgar o seu negócio e se divertir e é quase impossível viver longe delas. O que a V! tentou trazer neste blog post foi a importância do equilíbrio e do uso saudável, para isso, anotamos algumas dicas:



Reduza o tempo conectado! Você provavelmente já passa a maior parte do dia em frente às telas, que tal ler um livro ou fazer exercícios no momento de lazer?;

Evite usar o celular/ computador antes de dormir, o brilho das telas e o grande fluxo informativo podem comprometer a qualidade do sono que está por vir;

Selecione com cuidado os conteúdos que irá consumir. Dar unfollow naquela pessoa ou página que só posta conteúdos que não são do seu interesse ou que te causam algum sentimento negativo será ótimo para ressignificar o uso das redes;


Para mais dicas de lazer durante a quarentena, uso de mídias sociais e a experiência do home office, confira os outros posts do blog!


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